Carol: o que foi?
Rogério: agente veio falar sobre a musica de vocês.
Natalia: a que isso Rogério, vai implicar com agente agora.
Liliane: filha, querendo ou não tem gente que não gosta. A musica de vocês é alta.
Márcia: Mas vocês não podem proibir agente de tocar não mãe.
Rogério: e agente não quer isso Márcia, pelo contrario. Agente pensou em alugar um galpão, vocês levam os instrumentos pra lá e tocam lá. O que vocês acham?
Carol: é serio isso pai?
Rogério: serissimo. Vocês querem?
Natalia: lógico.
Rogério: ótimo. Amanha mesmo, enquanto eu e a Liliane nos estabilizamos direito por aqui, agente procura um galpão legal perto daqui.
Carol: valew pai.
Corri e abracei meu pai. Demonstrações de carinho assim não eram muito comuns, mas eu estava feliz. Quem sabe assim agente não podia retomar a banda?
Aquele resto de dia foi muito bom.
Eu fiquei sozinha no meu quarto tocando violão e pensando no tal galpão. À noite meu pai pediu pizza pra gente. Tive que dormir cedo porque no dia seguinte teria aula ¬¬. Acho que agora sim agente sentiria a vida nova chegando.
No dia seguinte as batidas na minha porta. Acordei contra a minha vontade e olhei as horas no relógio. Eram 6:15.
Me levantei e fui tomar um banho. Tomei um banho rápido. Já não fazia frio...Esse clima daqui é estranho. Vesti:
Um jeans qualquer, uma camisa preta com o símbolo do lanterna verde ( adoro blusas desse tipo :p), e meu all star verde (simplesmente lindo!).
Pequei a minha mochilaE fui pra cozinha. Todo mundo já estava lá tomando café. Me sentei a mesa como sempre do lado da Naty. Ela mal comeu nada...Essa menina estava começando a me preocupar.
Tomei um copo de leite com Toddy, comi um pão e comi também uma maça. Então meu pai falou.
Rogério: gente, eu vou levar vocês na escola, achei melhor assim.
Carol: nem precisa pai, já fiz amigos e vou com eles.
Natalia: eu também.
Rogério:...E vocês dois?
Márcia: eu vou com a Carol.
Lucas: eu vou com você pai.
Rogério: ok então. Vocês que vão a pé acho melhor ir logo.
Eu, Natalia e Márcia então saímos. Quando chegamos lá fora, Sabrina e Marcos já nos esperavam do outro lado.
Todo mundo se cumprimentou e eu apresentei Márcia pra eles.
Marcos: adorei a sua blusa :p.
Sabrina: e eu o sei tênis. Muito lindo.
Carol: hehe valew. Eu adoro as minhas roupas...Se quiser emprestado depois é só pedir.
Então fomos indo pra escola. Quando agente chegou vi muitos olhares pra gente. Uns cochichavam, outros apontavam, outros só olhavam mesmo.
Carol: é sempre assim?
Marcos: nem sempre. Acho que vocês são os que estão chamando mais atenção.
Natalia: odeio chamar atenção.
Carol: eu também.
Agente entrou e fomos na diretoria pegar os horários.
Pra minha sorte, eu, Naty e Sabrina éramos da mesma sala. Isso ajudaria muito agente aqui.
O primeiro horário era Matemática ¬¬ já odiei.
Os horários foram passando e enfim aquele primeiro dia acabou. Resolvemos ficar um pouco lá na escola observando o movimento, ate que eu me lembrei do galpão.
Carol: ei gente, será que meu pai olhou o galpão?
Márcia: espero que sim, mal vejo a hora de poder tocar de novo *---*
Marcos: vocês tocam?
Natalia: agente tem uma banda...ou melhor, tínhamos né. Viemos pra cá ai separou todo mundo, agente ficou com a maior parte dos instrumentos. Mas o pai da Carol disse que vai alugar um galpão pra colocar nossos instrumentos e agente vai poder retomar tudo.
Sabrina: que massa! Agente também toca.
Carol: serio? Tocam o que?
Sabrina: eu toco baixo, guitarra e violão.
Marcos: eu toco bateria e guitarra.
Carol: ei, o que vocês acham da gente fazer uma banda, nós cinco?
Sabrina: tão falando serio?
Carol: claro!
Natalia: seria uma ótima idéia. Vocês são exatamente o que estava faltando!
Foi um momento perfeito! Parece que tudo estava dando certo na nossa vida agora. O lugar novo é muito legal, a casa é um Maximo, a escola é legalzinha também, as pessoas daqui num geral são ótimas, a banda vai ganhar nova formação e o melhor, vamos tem um cantinho só nosso *---*. Acho que meus sonhos estão se realizando...Quase todos.
Enfim, saímos dali e fomos todos correndo pra minha casa. Quando chegamos lá meu pai estava sentado na sala, e o Lucas já estava em casa a muito tempo.
Rogério: vocês demoraram, o Lucas já chegou em casa a muito tempo.
Natalia: o Lucas é nerd, não tem vida social...
Ela não conseguiu terminar de completar a frase. Sentiu um enjôo e saiu correndo direto pro quarto. Como eu era a única que estava entendendo o que estava acontecendo, lancei um olhar pra Sabrina que logo entendeu que o resultado do teste foi positivo, e sai correndo atrás da Natalia.
Quando cheguei lá em cima ela estava de cara no vaso sanitário vomitando...uma cena muito tensa. Enfim, depois ela se sentou no chão.
Natalia: to odiando essa parada de enjôo.
Carol: Naty vai ficar difícil esconder isso por muito tempo.
Natalia: é Carol, a barriga cresce.
Carol: não é só por isso. Esses enjôos, tem hora que você não come e tem hora que come demais. E o não uso do absorvente...Sua mãe não é boba, ela descobre jaja.
Natalia: mas, por favor, Carol, não conta pra ela nada.
Carol: eu não vou contar, isso é com você...Escova esses dentes que estou te esperando lá embaixo.
Natalia: ta bom.
Desci e encontrei com o povo.
Rogério: o que a Natalia tem?
Carol: nada não pai, só um mal estar...Esses aqui são nossos vizinhos de frente, Sabrina e Marcos.
Rogério: Prazer garotos.
Marcos e Sabrina: igualmente
Carol: pai, e o galpão? Conseguiu?
Rogério: consegui! Inclusive a Liliane esta vendo isso agora, assim que ela voltar pra casa vocês podem ir lá conhecer.
Juro pra você que eu pulei igual uma criança. Estava muito ansiosa.
Uns cinco minutos depois a Natalia desceu e eu contei pra ela. Nos cinco comemoramos.
Enquanto esperávamos a Liliane chegar almoçamos. Tinha macarronada (eu particularmente adoro).
Terminamos de comer e nada dela. Estava ansiosa. Quando enfim ela entra em casa..Já fomos cercando ela de perguntas, que deu um grito pra gente.
Liliane: se acalmem...Não apresentam os amigos de vocês?
Natalia: ai mãe que coisa chata.
Carol: essa é a Sabrina e esse é o Marcos, são nossos vizinhos de frente e novos integrantes da banda.
Liliane: prazer em conhecê-los garotos...Bom, eu consegui fechar o contrato com o dono do galpão, ele agora é de vocês. Só que não tem nada nele, ele é todo branco. Não tem decoração, nadinha mesmo. Vai ficar ao gosto de vocês.
Carol: quando agente pode começar a arrumar as coisas lá?
Liliane: o que você acha Rogério?
Rogério: se você quiser hoje ainda.
Perfeito! Os garotos passaram na casa deles pra contar aos pais a novidade e pedir autorização pra sair e tal.
Meu pai tava muito bonzinho ultimamente...Assinou um cheque e deu em branco pra que agente comprasse tudo o que precisava pra arrumar o galpão.
Compramos um sofá, puffs, um frigobar, luminárias legais, uns tapetes maneiros e muita tinta e adesivos pra parede.
No fim da tarde colocamos tudo no carro. No dia seguinte depois da aula ele levaria agente ate o galpão pra poder decorar tudo \o/.
Minha vida poderia estar melhor?
Naquela noite quando deitei minha cabeça no travesseiro olhei pro teto. Fiquei olhando muito tempo pro teto. Depois olhei pra todo aquele quarto, pensei em toda a minha vida...Estava tudo dão demais. Tava tudo acontecendo tão perfeitamente na minha vida. Então lembrei de uma das poucas coisas que sempre ouvia minha mãe dizer “Dias maus antecedem os bons, e os bons antecedem os maus...” É, ela era meio pessimista.
Mas o que importa? Eu to feliz assim e por enquanto nada pode me atrapalhar...



