*Algumas Postagens Poderão Conter Cenas Inadequadas Para Menores De 18 Anos*

terça-feira, 5 de julho de 2011

Capitulo 1- E a vida podia ser melhor? (Parte 4)

Carol: o que foi?
Rogério: agente veio falar sobre a musica de vocês.
Natalia: a que isso Rogério, vai implicar com agente agora.
Liliane: filha, querendo ou não tem gente que não gosta. A musica de vocês é alta.
Márcia: Mas vocês não podem proibir agente de tocar não mãe.
Rogério: e agente não quer isso Márcia, pelo contrario. Agente pensou em alugar um galpão, vocês levam os instrumentos pra lá e tocam lá. O que vocês acham?
Carol: é serio isso pai?
Rogério: serissimo. Vocês querem?
Natalia: lógico.
Rogério: ótimo. Amanha mesmo, enquanto eu e a Liliane nos estabilizamos direito por aqui, agente procura um galpão legal perto daqui.
Carol: valew pai.

Corri e abracei meu pai. Demonstrações de carinho assim não eram muito comuns, mas eu estava feliz. Quem sabe assim agente não podia retomar a banda?
Aquele resto de dia foi muito bom.
Eu fiquei sozinha no meu quarto tocando violão e pensando no tal galpão. À noite meu pai pediu pizza pra gente.  Tive que dormir cedo porque no dia seguinte teria aula ¬¬. Acho que agora sim agente sentiria a vida nova chegando.
No dia seguinte as batidas na minha porta. Acordei contra a minha vontade e olhei as horas no relógio. Eram 6:15.
Me levantei e fui tomar um banho. Tomei um banho rápido. Já não fazia frio...Esse clima daqui é estranho. Vesti:


Um jeans qualquer, uma camisa preta com o símbolo do lanterna verde ( adoro blusas desse tipo :p), e meu all star verde (simplesmente lindo!).
Pequei a minha mochila



E fui pra cozinha. Todo mundo já estava lá tomando café. Me sentei a mesa como sempre do lado da Naty. Ela mal comeu nada...Essa menina estava começando a me preocupar.
Tomei um copo de leite com Toddy, comi um pão e comi também uma maça. Então meu pai falou.

Rogério: gente, eu vou levar vocês na escola, achei melhor assim.
Carol: nem precisa pai, já fiz amigos e vou com eles.
Natalia: eu também.
Rogério:...E vocês dois?
Márcia: eu vou com a Carol.
Lucas: eu vou com você pai.
Rogério: ok então. Vocês que vão a pé acho melhor ir logo.


Eu, Natalia e Márcia então saímos. Quando chegamos lá fora, Sabrina e Marcos já nos esperavam do outro lado.
Todo mundo se cumprimentou e eu apresentei Márcia pra eles.

Marcos: adorei a sua blusa :p.
Sabrina: e eu o sei tênis. Muito lindo.
Carol: hehe valew. Eu adoro as minhas roupas...Se quiser emprestado depois é só pedir.

Então fomos indo pra escola. Quando agente chegou vi muitos olhares pra gente. Uns cochichavam, outros apontavam, outros só olhavam mesmo.

Carol: é sempre assim?
Marcos: nem sempre. Acho que vocês são os que estão chamando mais atenção.
Natalia: odeio chamar atenção.
Carol: eu também.

Agente entrou e fomos na diretoria pegar os horários.
Pra minha sorte, eu, Naty e Sabrina éramos da mesma sala. Isso ajudaria muito agente aqui.
O primeiro horário era Matemática ¬¬ já odiei.
Os horários foram passando e enfim aquele primeiro dia acabou. Resolvemos ficar um pouco lá na escola observando o movimento, ate que eu me lembrei do galpão.

Carol: ei gente, será que meu pai olhou o galpão?
Márcia: espero que sim, mal vejo a hora de poder tocar de novo *---*
Marcos: vocês tocam?
Natalia: agente tem uma banda...ou melhor, tínhamos né. Viemos pra cá ai separou todo mundo, agente ficou com a maior parte dos instrumentos. Mas o pai da Carol disse que vai alugar um galpão pra colocar nossos instrumentos e agente vai poder retomar tudo.
Sabrina: que massa! Agente também toca.
Carol: serio? Tocam o que?
Sabrina: eu toco baixo, guitarra e violão.
Marcos: eu toco bateria e guitarra.
Carol: ei, o que vocês acham da gente fazer uma banda, nós cinco?
Sabrina: tão falando serio?
Carol: claro!
Natalia: seria uma ótima idéia. Vocês são exatamente o que estava faltando!

Foi um momento perfeito! Parece que tudo estava dando certo na nossa vida agora. O lugar novo é muito legal, a casa é um Maximo, a escola é legalzinha também, as pessoas daqui num geral são ótimas, a banda vai ganhar nova formação e o melhor, vamos tem um cantinho só nosso *---*. Acho que meus sonhos estão se realizando...Quase todos.
Enfim, saímos dali e fomos todos correndo pra minha casa. Quando chegamos lá meu pai estava sentado na sala, e o Lucas já estava em casa a muito tempo.

Rogério: vocês demoraram, o Lucas já chegou em casa a muito tempo.
Natalia: o Lucas é nerd, não tem vida social...

Ela não conseguiu terminar de completar a frase. Sentiu um enjôo e saiu correndo direto pro quarto. Como eu era a única que estava entendendo o que estava acontecendo, lancei um olhar pra Sabrina que logo entendeu que o resultado do teste foi positivo, e sai correndo atrás da Natalia.
Quando cheguei lá em cima ela estava de cara no vaso sanitário vomitando...uma cena muito tensa. Enfim, depois ela se sentou no chão.

Natalia: to odiando essa parada de enjôo.
Carol: Naty vai ficar difícil esconder isso por muito tempo.
Natalia: é Carol, a barriga cresce.
Carol: não é só por isso. Esses enjôos, tem hora que você não come e tem hora que come demais. E o não uso do absorvente...Sua mãe não é boba, ela descobre jaja.
Natalia: mas, por favor, Carol, não conta pra ela nada.
Carol: eu não vou contar, isso é com você...Escova esses dentes que estou te esperando lá embaixo.
Natalia: ta bom.

Desci e encontrei com o povo.

Rogério: o que a Natalia tem?
Carol: nada não pai, só um mal estar...Esses aqui são nossos vizinhos de frente, Sabrina e Marcos.
Rogério: Prazer garotos.
Marcos e Sabrina: igualmente
Carol: pai, e o galpão? Conseguiu?
Rogério: consegui! Inclusive a Liliane esta vendo isso agora, assim que ela voltar pra casa vocês podem ir lá conhecer.


Juro pra você que eu pulei igual uma criança. Estava muito ansiosa.
Uns cinco minutos depois a Natalia desceu e eu contei pra ela. Nos cinco comemoramos.
Enquanto esperávamos a Liliane chegar almoçamos. Tinha macarronada (eu particularmente adoro).
Terminamos de comer e nada dela. Estava ansiosa. Quando enfim ela entra em casa..Já fomos cercando ela de perguntas, que deu um grito pra gente.


Liliane: se acalmem...Não apresentam os amigos de vocês?
Natalia: ai mãe que coisa chata.
Carol: essa é a Sabrina e esse é o Marcos, são nossos vizinhos de frente e novos integrantes da banda.
Liliane: prazer em conhecê-los garotos...Bom, eu consegui fechar o contrato com o dono do galpão, ele agora é de vocês. Só que não tem nada nele, ele é todo branco. Não tem decoração, nadinha mesmo. Vai ficar ao gosto de vocês.
Carol: quando agente pode começar a arrumar as coisas lá?
Liliane: o que você acha Rogério?
Rogério: se você quiser hoje ainda.


Perfeito! Os garotos passaram na casa deles pra  contar aos pais a novidade e pedir autorização pra sair e tal.
Meu pai tava muito bonzinho ultimamente...Assinou um cheque e deu em branco pra que agente comprasse tudo o que precisava pra arrumar o galpão.
Compramos um sofá, puffs, um frigobar, luminárias legais, uns tapetes maneiros e muita tinta e adesivos pra parede.
No fim da tarde colocamos tudo no carro. No dia seguinte depois da aula ele levaria agente ate o galpão pra poder decorar tudo \o/.
Minha vida poderia estar melhor?

Naquela noite quando deitei minha cabeça no travesseiro olhei pro teto. Fiquei olhando muito tempo pro teto. Depois olhei pra todo aquele quarto, pensei em toda a minha vida...Estava tudo dão demais. Tava tudo acontecendo tão perfeitamente na minha vida. Então lembrei de uma das poucas coisas que sempre ouvia minha mãe dizer “Dias maus antecedem os bons, e os bons antecedem os maus...” É, ela era meio pessimista.
Mas o que importa? Eu to feliz assim e por enquanto nada pode me atrapalhar...



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Capitulo 1- Pessoas e Lugares² (Parte 3)

Ela ainda estava visivelmente abatida, mesmo depois do beijo. Quando descemos já estavam todos na sala, só faltava mesmo nós duas. Nos sentamos no sofá junto com todos.

Carol: então?
Natalia: podem começar.
Rogério: Bom, eu vim falar com vocês sobre a escola.
Lucas: já estava na hora.
Márcia: Nerd.
Lucas: cala a boca.
Liliane: ei vocês dois. Deixa o Rogério falar.
Rogério: obrigado amor. Continuando, eu já fiz a matricula de vocês. Segunda feira vocês já começam as aulas.
Carol: mas já?
Rogério: sim. Vocês vão estudar no colégio Marista, não fica muito longe daqui, vocês podem ir a pé mesmo. Qualquer coisa acho que os vizinhos de frente estudam no mesmo colégio, só perguntar a eles como chegar lá.
Em 30 minutos nos sairemos para comprar os matérias de vocês, então, estejam na garagem a essa hora.


Depois que disse isso ele e Liliane se retiraram. Lucas foi pro seu quarto e Márcia pra varanda.
Eu e a Natalia ficamos sentadas na sala...

Carol: já sabe quando vai contar?
Natalia: não sei, to com medo.
Carol: pode contar comigo sempre viu?
Natalia: obrigada Carol. Você realmente é minha melhor amiga.
Carol: e você a minha.

Nos abraçamos, mas logo meu pai, Liliane e Lucas apareceram, então fomos comprar os tais matérias.
De lá aproveitamos pra passar no shopping e compramos varias coisas. Jantamos fora e quando voltamos pra casa, já era mais de 20:00.
Mal entrei e a campainha tocou. A empregada atendeu, e disse que era um garoto procurando por mim. Quando cheguei lá, era Marcos.

Carol: oi Marcos.
Marcos: oi Carolzinha, ta a fim de sair?
Carol: opa, claro. Segunda feira começa as aulas, e eu quero curtir enquanto isso não acontece.
Marcos: então vamos lá, ta tendo uma festinha na casa de um amigo meu ali na frente. Eu e minha irmã estamos indo. Vamos?
Carol: perai deixa eu só chamar meu povo aqui pra ver se alguém quer ir.
Marcos: ta bom.

Eu entrei em casa e corri pro quarto na Naty. Bati e ninguém atendeu. Então eu entrei.

Carol: Naty:
Natalia: aqui no banheiro.

Ela estava sentada no chão do lado do vaso sanitário.

Carol: o que aconteceu?
Natalia: passei mal.
Carol: quer que eu chame alguém?
Natalia: não, já estou melhor.
Carol: poxa vim te chamar pra sair com o povo que eu conheci hoje, mas nem rola.
Natalia: vai lá, eu fico bem aqui.
Carol: tem certeza?
Natalia: tenho sim. Chama a Márcia e o Lucas pra sair com você.
Carol: ta bom. Se eu não voltar muito tarde passo aqui pra te ver hoje ainda ta?
Natalia: ta bom.

Dei um beijo no rosto dela e sai do quarto. Chamei a Márcia mas ela não quis ir e nem o Lucas. Avisei a meu pai que iria sair e fui encontrar o Marcos. E pra minha surpresa a Sabrina estava com ele.

Marcos: fiquei sabendo que vocês duas se conhecem.
Carol: é, nos conhecemos hoje. Tudo bom Sabrina?
Sabrina: melhor agora – era impressão minha ou isso foi uma meia cantada?
Marcos: ela é minha irmã.
Carol: serio?
Sabrina: serissimo.
Marcos: bom, já que vocês já se conhecem, vamos pular a parte das apresentações. Vamos?
Sabrina: vamos.
Carol: calma aí.
Sabrina: o que foi?
Carol: vai ter gls nessa festa?
Marcos: tu é lésbica?
Carol: sou.
Marcos: então a Sabrina te mostra as meninas que curte, eu não sou muito bom em reconhecer meninas que gostam de meninas :p.
Carol: tu é lésbica é?
Sabrina: sou.
Carol: legal.

Nos três fomos conversando ate a casa do tal garoto. Realmente havia uma grande festa lá, apesar de não ter muita gente lá.
Tinha um monte de gente se pegando lá dentro...Não é só beijando não, to falado de sexo mesmo.
Não digo que fiquei chocada porque já fui em festas assim...Enfim, Sabrina foi me mostrando todas as garotas que eram lésbicas ou bi na festa...Confesso que a maioria era muito linda.
Naquela noite peguei três, muito lindas. Mas não passou dos beijos ou caricias, afinal não conhecia nenhuma delas direito.
Voltei pra casa por volta das duas da manha.
Pensei em ir ao quarto da Natalia, mas tinha bebido um pouco e ela com certeza já estaria dormindo.
Entrei no meu quarto e me joguei na cama com a roupa que eu estava mesmo e apaguei.

Acordei no outro dia por causa do frio...Sim, fazia muito frio. Quando olhei pro lado de fora da janela mal acreditei no que vi...Uma fina camada de neve cobria tudo. Que Maximo! Esqueci que aqui no sul acontece isso. Que Maximo.
Fechei a janela rápido porque eu estava congelando.
Entrei no banheiro e liguei o chuveiro num modo bem quente e me enfiei lá debaixo dele.
Fiquei um bom tempo lá, quando sai me vesti:


Um moletom preto, uma blusa comprida e um tênis simples.
Passei desodorante, perfume, fiz minha higiene e desci. Lá embaixo todos se encontravam a mesa...Almoçando. Então vi as horas, 12:30.
Pedi licença e me sentei à mesa. Natalia nem parecia estar com aquele enjôo da noite passada, comia tudo o que via pela frente.
Percebi que sua mãe olhava procurando uma resposta, Natalia nunca foi de comer muito.
Me sentei do lado da Naty e dei um beijo no rosto dela. O almoço estava bom, mas eu não estava afim de comer, então logo sai da mesa e fui pra sala ver tv. Isso estava ficando monótono.
Hoje é domingo, amanha já começam as aulas ¬¬. Liguei e coloquei num canal de filmes, mas não passava nada de bom. Então logo a Naty chegou e se sentou no outro sofá.

Carol:  pelo visto você esta melhor hoje né?
Natalia: acordei meio enjoada, mas agora to bem.
Carol: percebi pelo tanto que você comeu.
Natalia: eu comi muito?
Carol: bastante...Vamos sair?
Natalia: pra onde?
Carol: na rua mesmo. Quem sabe eu não encontro o povo que conheci ontem e apresento pra você.
Natalia: ta bom, vamos.

Nós duas saímos e nos sentamos na calçada. Passavam varias pessoas e me cumprimentaram de longe... É, eu conheci bastante gente ontem. Mas não pra conversar. Gente legal mesmo só o Marcos e a Sabrina...

Carol: vamos ali na casa dos vizinhos.
Natalia: ta doida garota, fazer o que?
Carol: ¬¬ chamar o povo legal. Relaxa, você vai gostar de conhecer eles. Vem.

Fomos ate na casa da frente e toquei a campainha. Quem veio atender foi uma mulher, aparentava seus 40 anos. Era muito arrumada, mas um pouco seca.

Mulher: pois não.
Carol: olá, prazer eu sou Carol e essa é Natalia. Nós somos novas aqui, nos mudamos pra casa da frente ontem.
Mulher: e o que querem aqui?
Carol: er...a Sabrina e o Marcos estão em casa?
Mulher: vou chamar.

Ela disse isso e bateu a porta na nossa cara. Eu ein, mulherzinha mais mal educada. Uns cinco minutos os dois desceram, nos abraçamos e nos cumprimentamos com dois beijos na bochecha.

Carol: Gente, essa é minha amiga, meio irmã Natalia. Naty esse é o Marcos e essa é a Sabrina.

Eles também se cumprimentaram, e percebi os olhares de Marcos em Natalia. Ela não estava muito pra esses climas de amor então nem prestou muita atenção no garoto.

Marcos: o teste ontem era pra ela?
Sabrina: marcos!
Natalia: nossa Carol, valew por ter espalhado.
Carol: ei, eu não espalhei!
Marcos: ei desculpa Natalia se não era pra gente saber. A Carol só me disse porque precisava de ajuda pra chegar ate a farmácia, e eu contei pra minha irmã porque...Porque ela é minha melhor amiga. Mas pode deixar que agente não vai contar pra mais ninguém.
Sabrina: é Natalia, relaxa. Agente não vai falar pra ninguém, somos uma turma agora.
Natalia:...Ta bom gente, obrigada. E podem me chamar só de Naty.

Fomos conversando e andando ate uma praça muito bonita que tem ali por perto. É mais ou menos calma... É mais calma que a nossa rua.
Nos sentamos em um banco e ficamos lá conversando por bastante tempo. Agente se conhecia melhor a cada minuto, e estávamos nos dando muito bem. Por volta das 16:00 resolvemos voltar, mas paramos na frente da minha casa pra conversar.

Carol: vocês estudam aonde?
Marcos: no colégio Marista.
Natalia: serio? Agente também vai estudar lá.
Sabrina: que legal! Em que ano vocês estão?
Natalia: eu to no segundo.
Carol: e eu também...E vocês?
Marcos: eu to no terceiro.
Sabrina: e eu no segundo...Quantos anos voces têm?
Natalia: eu tenho 15.
Carol: e eu 16. Repeti um ano ¬¬.
Sabrina: rsrs eu também tenho 15.
Marcos: e eu 17. Vocês têm mais irmãos?
Carol: eu tenho um irmão gêmeo, e a Natalia tem uma irmã de 13.
Natalia: e vocês têm mais irmãos?
Sabrina: não, só agente mesmo.
Carol: o meu irmão você deve conhecer Marcos, ele também esta no terceiro ano.
Marcos: Pelo menos ele não vai ficar sozinho.
Natalia: não se iluda, o irmão da Carol é um nerd estranho.
Carol: com certeza.
Marcos: então é melhor eu ficar na minha :p
Sabrina: gente, se não se importam eu já vou, tenho que arrumar umas coisas pra amanha.
Carol: eu também já vou...Ei será que vocês poderiam esperar agente amanha? Agente não sabe aonde é a escola.
Marcos: claro, agente espera sim. A aula começa as 7:30, então as 7:00 nós esperamos vocês aqui.
Natalia: combinado então.

Nos quatro fomos para as nossas respectivas casas. Na minha casa, eu e Natalia fomos pro meu quarto. Nos duas ficamos olhando pros instrumentos lá parados.

Carol: saudades da banda.
Natalia: muita. Eu amei todos os momentos de banda que agente viveu.
Carol: vamos matar a saudade?
Natalia: vamos sim. Deixa eu pegar meu baixo.
Carol: ta bom, vai lá que eu chamo a Márcia.

Lá em BH Agente tinha um banda. Ela não tinha nome ainda, mas era formada por mim, Natalia, Márcia e mais dois amigos nossos. Na verdade duas amigas. Uma delas era minha ficante. Ela que fazia a primeira voz junto comigo, mas quando eu não quis mais nada com ela, ela saiu da banda.
Enfim, agente amava isso. E agora que agente veio pra cá, não tem mais banda.
Agente tocava na garagem da minha casa que era a prova de som.
Chamei a Márcia e ela rapidamente chegou.  Márcia tocava piano, Natalia baixo e eu violão ou guitarra. Faltava uma pessoa pra tocar bateria e outra pra poder tocar o violão ou a guitarra junto comigo, mas acho que daria pra tirar um som somente com o teclado, o violão e o baixo.
Resolvemos tocar a musica Broken – Amy Lee ft. Seether.


Essa musica era simplesmente perfeita. Tinha mais a presença do teclado do que dos outros instrumentos, mas baixo e o violão deixavam o som muito melhor.
Depois que terminamos essa musica bateram na porta...Quando eu abri era meu pai e Liliane. Achei que iam reclamar do som, mas como uma menina educada, eu os convidei a entrar, e eles entraram. Ficaram parados perto do meu guarda-roupa.



Capitulo 1- Pessoas e Lugares (Parte 2)

Bom, eu vestia:






Um jeans rasgado, uma camisa xadrez e o meu all star preto (lindo).
Peguei meu celular e coloquei meus fones no ouvido e fui. Algumas pessoas me olhavam como se eu fosse uma aberração...Que é, não posso mais ter estilo próprio?
Andei pela rua e as pessoas só me olhavam. Não tinha nada pra fazer, então voltei pra frente da minha casa e me sentei encostada no muro. Algumas pessoas ainda me olhavam, outras já tinham voltado a fazer suas coisas.
Percebi que tinhas três garotas conversando em um canto e elas olhavam pra mim. Me senti um pouco acuada mas não demonstrei. Fiquei lá ouvindo 30 seconds to mars, e quando menos esperei uma das garotas vinha na minha direção. Era uma morena linda. Ela veio e se sentou ao meu lado, então tirei um dos fones...


Carol: ola?
Sabrina: oi, Tudo bem?
Carol: han...tudo, e você?
Sabrina: tudo legal. Foi você quem se mudou pra essa casa aí né.
Carol: é, eu, meu irmão, meu pai, minha amiga, a mãe dela...
Sabrina: a sua amiga e a mãe dela vieram morar com você?
Carol: bom, na verdade meu pai casou com a mãe da minha melhor amiga. Aí deu nisso.
Sabrina: que legal. Vieram de onde?
Carol: Minas Gerais.
Sabrina: meio longe não?
Carol: um pouco
Sabrina: como você se chama?
Carol: Carol, e você?
Sabrina: me chamo Sabrina.


Ficamos conversando um tempo. Ela era legal. As amigas dela observavam a nossa conversa de longe, pareciam buscar nos nossos lábios o que agente conversava. Uns minutos depois meu celular tocou.

Carol: er, só um minuto.
Sabrina: claro.


*Ligação*

Carol: oi.
Natalia: oi Carol.
Carol: Naty? Ta tudo bem?
Natalia: Eu não sei...Aonde você ta?
Carol: eu to aqui na rua.
Natalia: será que você pode vir aqui pra casa
Carol: claro...Só um minuto que eu já vou, esta bem?
Natalia: por favor, vem rápido.

*Ligação*

Carol: desculpa, mas eu acho que vou ter que ir.
Sabrina: a claro, tudo bem. Agente se encontra por aqui.
Carol: claro que sim linda.

Dei um beijo na bochecha e pisquei pra ela...Ela parece ter gostado. Será que já vou encontrar alguém pra pegar? Tomara, estou na seca já há algum tempo.

Entrei em casa e não encontrei ninguém na sala. Subi as escadas e bati no quarto da Naty.

Natalia: quem é?
Carol: sou eu Naty.
Natalia: pode entrar Carol, e fecha a porta

Eu entrei e fechei a porta como ela pediu. Ela estava sentada na cama dela abraçada a um ursinho de pelúcia que o ex-namorado dela tinha dado de presente no primeiro mês de namoro dos dois. Ela olhava fixamente pra janela (todos os quartos tinham uma janela bem grande virada pra parte mais linda da cidade).

Carol: ei minha linda, o que aconteceu? – Disse me sentando ao lado dela na cama
Natalia: eu não tenho certeza ainda Carol, mas eu to perdida.
Carol: como assim?
Natalia: eu acho que eu estou grávida.
Carol: grávida? Mas como?
Natalia: eu preciso explicar?
Carol: não, desculpa. Foi uma forma de expressão. Mas você já fez um teste?
Natalia: não...Mas minha menstruação esta um mês atrasada.
Carol: ai meu Deus. Agente precisa de um teste de gravidez e rápido.
Natalia: mas como?
Carol: eu vou comprar, espera um pouco.

Fui no meu quarto e peguei um dinheiro que tinha guardado e sai na rua...E agora, aonde é a farmácia? Droga! Eu comecei a andar sem rumo, ate que um garoto veio falar comigo.

Marcos: não deveria andar assim perdida.
Carol: eu sou nova por aqui.
Marcos: eu sei...Prazer sou marcos, seu vizinho de frente – Disse ele com um sorriso amigável e estendendo a mão pra mim.
Carol: o prazer é meu. Me chamo Carol – Disse apertando sua mão mas não retribuindo o sorriso...Não costumo sorrir para estranhos.
Marcos: então Carol, o que procura?
Carol: uma farmácia.
Marcos: vai comprar camisinha? – Me disse em um tom de descontração e eu olhei pra ele com uma cara seria
Marcos: desculpa, só queria descontrair.
Carol: tudo bem...Pode me dizer onde fica a farmácia?
Marcos: claro, meu pai é o dono da farmácia. Vem, te levo lá.

Ele estava sendo realmente gentil comigo, então resolvi deixar a minha ignorância típica de roqueira de lado e ser gentil com ele também.

Carol: mas e aí, quantos anos você tem?
Marcos: tenho 17, e você?
Carol: 16.
Marcos: então, o que vai comprar na farmácia?
Carol: um teste de gravidez.
Marcos:  o: ta vendo, se tivesse usado a caminha não precisaria disso agora.
Carol: não é pra mim, é pra minha amiga/irmã. Ela é filha da minha madrasta e é minha melhor amiga. E ta achando que ta grávida.
Marcos: porra, que barra ein.
Carol: pois é.

Fomos conversando ate chegarmos na farmácia do pai dele. Pedi um teste de gravidez e o pai dele me olhou com cara de desprezo. Acho que não só pelas roupas, mas pelo fato de ser adolescente e estar pedindo um teste de gravidez. Parecia ser um homem bem conservador.
Na hora de irmos embora Marcos me pediu desculpas pelo seu pai, e confirmou o que eu pensava sobre ele ser conservador.
Nos despedimos com dois beijos no rosto quando chegamos na porta da minha casa e entrei. Meu pai e Liliane estavam na sala, então subi correndo pra que eles não vissem o teste que estava na minha mão. Entrei no quarto da Naty sem bater, fechei a porta e tranquei.

Natalia: comprou?
Carol: comprei, ta aqui...Vai fazer agora?
Natalia:...Vou.
Carol: eu te espero aqui.

Ela foi, e voltou cinco minutos depois. Pela sua expressão não precisava de resposta. As lagrimas corriam involuntariamente pelo seu rosto. Eu corri ate ela e a abracei muito forte. As lagrimas dela molhavam minha camisa, mas eu não me importava.
Fui andando e levando ela junto comigo ate a cama. Me sentei e deitei ela no meu colo. Ela ainda chorava muito e eu fazia carinho no seu cabelo...Coitada da minha amiga.
Quando ela começou a se acalmar se sentou de frente pra mim, e eu estendi minha mão pra ela.

Natalia: como vai ser minha vida daqui pra frente agora?
Carol: Calma. Ta todo mundo aqui com você, agente vai te ajudar.
Natalia: caramba como eu vou contar isso pra minha mãe? Ainda mais que o pai dessa criança esta muito longe daqui...

O ex-namorado da Natalia, o George, morava perto da gente em Minas Gerais. Ele tem 18 anos, mas foi embora do Brasil. Sua mãe morava com ele e ela morreu, então ele teve que ir morar com o pai na França. Por isso os dois terminaram. Isso faz um mês, e os dois não se falaram mais desde então. E agora essa bomba de que ela esta grávida.

Carol: com ou sem o George você vai ficar bem. Você vai ter essa criança, e agente vai te dar muito apoio. Você não ta sozinha minha linda.

Ela me abraçou, agora sem chorar.

Natalia: Carol posso te pedir uma coisa?
Carol: claro.
Natalia: não conta pra minha mãe...Pelo menos não ainda.
Carol: ta bom, pode deixar.

Quando eu terminei de falar ouvi batidas na porta.

Carol: Quem é?
Lucas: Sou eu Carol.
Carol: o que você quer?
Lucas: o pai e a Liliane estão chamando agente lá embaixo.
Carol: ta bom, já estamos indo.

Esperei ouvir os passos do Lucas se afastarem e então me levantei e estendi a mão pra ela. Ela pegou minha mão e eu puxei a mão dela para que ela se levantasse, só que ela acabou indo rápido demais, e nos duas só não caímos no chão porque bati as costas na parede e ela por cima de mim.

Carol: desculpa.
Natalia: que isso, não precisa pedir desculpas.

Ela não saia de “cima” de mim, e eu tava gostando daquilo. Não é por nada, mas a Natalia é muito gostosa. Agente já ficou uma vez, acho que poderia ter uma segunda vez.

Coloquei a mão na sua cintura e uni nossos lábios rapidamente. Agente se beijou. Tinha emoção, mas não era aquela coisa “que paixão” Agente se beijou durante um tempo, depois ela separou o beijo e falou comigo como se nada tivesse acontecido.

Natalia: vamos descer?
Carol: Claro.